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Minha Opinião  – Luciano Simplício, Moïse Kabagambe, Gabrielle Ferreira, Douglas Costa e Genivaldo de Jesus. Como iremos deter a escalada da barbárie?

Por Lemuel Rodrigues*

Essa pequena, mas representativa lista tem muito em comum. A exceção do primeiro, os outros nomes entraram na estatística das vítimas de assassinatos violentos. Os dois primeiros já escrevi em outro momento pela complexidade dos casos, semelhança nas cenas e narrativas construídas pelos criminosos para justificar seus atos de covardia.  O que aproxima Moïse (24) de Luciano (23)? Dois negros, ambos foram amarrados e covardemente agredidos, sendo que Moïse foi assassinado. O primeiro era um imigrante congolês que morava no Rio de Janeiro e o segundo Quilombola, que mora na cidade de Portalegre/RN, o caso de Luciano ocorreu em setembro de 2021 e repercutiu na imprensa nacional.

Agora, mais uma vez somos surpreendidos com operações trágicas na Vila Cruzeiro, na cidade do Rio de Janeiro, tendo à frente a polícia militar e a PRF, sob a justificativa do combate a traficantes e assaltantes de cargas. Não questiono o combate ao tráfico, mas sim aos métodos utilizados pelas forças de segurança. Se existe um serviço de inteligência nas polícias, por que as operações são tão desastrosas? Por que pessoas inocentes têm que pagar com a vida? Gabrielle, (41) e Douglas (23), entram na estatística de vítimas da violência praticada pelas forças de segurança do estado.

Qual o crime que cometeram? Morar na favela? Ser negro(a)? Pilotar uma moto na madrugada vindo de uma festa com amigos, como foi o caso de Douglas ou estar em sua residência, no caso de Gabrielle? E por último, não sei se mais chocante, no entanto tão violento quanto os anteriores foi a morte de Genivaldo (38), vítima de ação truculenta e desumana de policiais rodoviários na cidade de Umbaúba (SE).

A barbárie tomou conta de nosso país. Será que não podemos mais confiar nas nossas instituições ou devemos acreditar que foram casos isolados? O vídeo que circula nas redes sociais onde um “professor” de cursinho preparatório ensina os alunos como se torturar chega ao limite do absurdo. É assim que os candidatos a vaga em nossas instituições de segurança são preparados? E quando entram na PRF ou Polícia Militar, o que eles aprendem na academia? Sinceramente, não acredito que no processo de formação para agentes dessas instituições existam treinamento para tortura, que os alvos de suas armas sejam pretos e pobres e que na geografia das operações só existam favelas e comunidades periféricas.

E para concluir, as vítimas eram negras e pobres. A explicação para tantas mortes e agressões contra essas pessoas terá de passar pela essência política desse ambiente institucionalizado como preconceituoso, racista, xenófobo, miliciano, violento e fascista que é o governo Bolsonaro.  

*Lemuel Rodrigues é historiador, professor universitário e youtuber. Na coluna “Minha opinião” ele fala de política e sociedade.
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1 COMENTÁRIO

  1. Texto excelente Lemuel. Foi só cerne da questão, nosso país é racista, classista e estruturalmente violento azeitado pelo desgoverno Bolsonaro.

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