O Rio Grande do Norte caminha para uma das eleições mais polarizadas de sua história recente. Faltando menos de um ano para o início oficial do calendário eleitoral de 2026, os números começam a desenhar um cenário de colisão entre dois modelos de gestão e oposição. A relevância deste tema reside na clara fadiga do modelo atual e na busca do eleitor potiguar por uma alternativa viável.

Dados recentes do Instituto Consult apontam um cenário de equilíbrio estatístico. O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), sustenta sua força na alta aprovação administrativa na capital do Oeste e na narrativa de "nova política". Do outro lado, o senador Rogério Marinho (PL) consolida sua base como o principal expoente do campo conservador e crítico ferrenho à gestão petista.

A análise técnica indica que o desgaste da Governadora Fátima Bezerra, cuja desaprovação atinge a marca de 67%, é o principal combustível para ambas as candidaturas. Enquanto Marinho detém o espólio da direita ideológica, Bezerra tenta capturar o voto de centro e os descontentes com a estrutura estadual.

Ponto de Reflexão: O papel do senador Styvenson Valentim (Podemos) permanece como a variável de desequilíbrio. Como "terceira via", sua movimentação pode definir se a eleição será decidida por rejeição ao PT ou por afinidade programática com a oposição.