O ex-presidente Jair Bolsonaro encerra o ano de 2025 em uma situação de vulnerabilidade física e restrição jurídica. Internado no hospital DF Star para a correção de uma hérnia inguinal bilateral — sua oitava intervenção desde o atentado de 2018 —, o contexto de sua recuperação é marcado por medidas judiciais severas e questionáveis.

Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, a segurança no quarto de hospital é exercida pela Polícia Federal, com protocolos que impedem o uso de dispositivos de comunicação. A justificativa do STF baseia-se na necessidade de evitar interferências nas investigações em curso sobre os atos antidemocráticos. Por outro lado, a defesa e aliados classificam as medidas como desproporcionais e "desumanas", especialmente durante o período natalino.

Independentemente das paixões políticas, o episódio levanta uma discussão técnica sobre os limites das medidas cautelares e o direito à privacidade e dignidade do enfermo, versus a necessidade de controle jurisdicional sobre investigados.