Parece que o cinema de ação de 2026 começou cedo: no dia 3 de janeiro, forças especiais dos Estados Unidos invadiram Caracas, capturaram Nicolás Maduro e a esposa Cilia Flores em uma operação cirúrgica digna de blockbuster, e levaram o casal direto para Nova York para responder por narcoterrorismo e afins. O mundo inteiro (menos alguns saudosistas do socialismo do século XXI) deu suspiros de alívio. Trump comemorou, a oposição venezuelana abriu champanhe e até uns vizinhos mais discretos deram risadinha.
Aí entra nosso astro: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto o ditador era algemado e colocado em helicóptero americano, Lula achou o momento perfeito para fazer discurso de avô preocupado com a "estabilidade regional". Sem citar nomes (porque elegância é tudo), declarou que os bombardeios e a captura "ultrapassam uma linha inaceitável", violam o direito internacional e representam "o retorno aos piores momentos da interferência na política da América Latina". Ah, sim: ameaçam transformar a região em zona de paz... como se a Venezuela dos últimos 20 anos fosse um retiro espiritual.
Tradução simultânea para quem não entende diplomatês: "Por favor, não mexam no meu amigo Nicolás, que ele ainda deve uns favores e tem umas fotos constrangedoras da minha época de solidariedade internacional".
A resposta não demorou. Jason Miller, conselheiro estratégico de Donald Trump (e que, convenhamos, não é exatamente o rei da sutileza), viu a declaração e publicou no X: compartilhou a matéria com a crítica de Lula e mandou o recado clássico da era Trump: “F you, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição”*.
É o tipo de interação diplomática que faz a gente lembrar que, às vezes, a política externa pode ser resumida em quatro palavras bem escolhidas. E olha que o timing era perfeito: o Brasil vinha tentando uma aproximação tímida com os EUA, com Trump recuando em ameaças de sobretaxas e sanções contra autoridades brasileiras. Pois é... parece que defender ditador preso por narcotráfico não ajuda muito na construção de pontes.
No fim das contas, a operação americana pode ter sido polêmica, mas o posicionamento de Lula conseguiu algo raro: unir quem odeia Trump e quem odeia ditadura em uma única conclusão — "esse cara realmente escolheu o lado errado da história... de novo".
E você, leitor? Acha que foi defesa da soberania ou saudosismo de churrasco com ditador? Comenta aí.
Seja o primeiro a comentar!