A modernização da malha viária potiguar deu um passo significativo esta semana com o progresso das frentes de trabalho na BR-304. O trecho que conecta Mossoró ao Vale do Açu, vital para o escoamento da produção salineira, de fruticultura e de energia, começa a receber as intervenções estruturais de terraplanagem e drenagem. Para além do canteiro de obras, a duplicação representa a correção de um gargalo histórico que, por décadas, limitou o crescimento econômico da região e comprometeu a segurança de milhares de motoristas que trafegam diariamente pela "estrada da morte".

A gestão municipal de Mossoró tem acompanhado de perto o cronograma, compreendendo que a eficiência urbana da cidade está intrinsecamente ligada à sua conectividade com o restante do país. Sob o ponto de vista da economia liberal, a infraestrutura é o alicerce necessário para que a iniciativa privada possa investir com previsibilidade. Com a redução dos custos de frete e do tempo de deslocamento até os portos e capitais vizinhas, Mossoró amplia sua capacidade de atrair novos centros de distribuição e indústrias, fortalecendo sua arrecadação sem a necessidade de elevação da carga tributária sobre o contribuinte local.

Uma análise equilibrada deste cenário revela que, embora a obra seja de competência federal, o protagonismo político regional é fundamental para garantir que o cronograma não sofra interrupções por questões orçamentárias. O papel dos gestores locais, incluindo o prefeito Allyson Bezerra, tem sido o de manter a pauta em evidência, articulando junto aos ministérios e à bancada federal a prioridade técnica do projeto. O desenvolvimento não ocorre de forma isolada; ele exige que a infraestrutura acompanhe o ritmo de crescimento das cidades que mais produzem no estado.

Ao final, a conclusão da duplicação da BR-304 não será apenas uma vitória da engenharia, mas um marco de maturidade administrativa para o Rio Grande do Norte. A transformação de uma rodovia crítica em um corredor logístico moderno é o tipo de investimento que gera retorno social e econômico imediato. Para o cidadão mossoroense e para o setor produtivo, a expectativa é que a celeridade das máquinas se traduza, em breve, em uma rota segura e próspera para o futuro da região.